Imagem capa - Sigam os mestres ! por Roger Fotografo

Sigam os mestres !

João Carlos Martins veio ao mundo aos 28 de junho de 1940. Uma história de amor e resiliência total à música.

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Iniciou cedo seus estudos e logo se destacou como um dos maiores intérpretes da obra de Bach. Tocou em grandes orquestras internacionais. Estudou e se dedicou. Na sua geração e de muitas outras se tornou referência em muitas obras para piano.

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O que menos imaginara, era que em um jogo treino da Portuguesa em NY, uma queda e uma fratura, toda uma série de desafios severos viria pela frente.

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Ficou afastado por um período dos teatros e casas de concerto. Chegou a ser empresário do segmento esportivo. Mas aos poucos, voltou à música.

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Anos após, já com muitas dores, os problemas em decorrência da queda acidental começaram a aumentar. Aquilo que seria apenas uma pequena fratura, se transformara agora em algo mais sério. Desenvolveu distúrbios osteomusculares.

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Tentou então, o segmento no empreendedorismo político. Anos depois, voltou à música novamente. Agora com mais dores e mais problemas.

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Em um assalto no ano de 1995 em um assalto, foi golpeado na cabeça, o que gerou lesões severas neurológicas. Teve que reaprender inúmeros movimentos por meio da reprogramação cerebral. Perdera novamente os movimentos da mão direita.

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E a vida se seguiu entre idas e vindas aos palcos. Os problemas que antes era apenas na mão direita, agora, pelo esforço do lado esquerdo, afetou esse lado nos ombros e aí por diante.

Mas ele não desistiu. Afinal, seu sonho não poderia ir por água abaixo, não nessa vida.

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E como todo ser humano, passou por momentos difíceis. Colheu também as consequências de suas falhas como processos de ordem tributária e condenações.

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Anos de vida, de acertos e erros, ele então começou a arrecadar fundos para construir uma escolha a qual pudesse levar a música erudita para todos, principalmente, às comunidades carentes. E o fez.

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Esse RETRATO dele, eu produzi há exatamente 10 anos, em 2010, em uma das apresentações da Orquestra Sinfônica do SESI.

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São essas PAUTAS, trabalhos e oportunidades de ESTAR, VIVER, CONHECER e me CONECTAR a essas pessoas que me fez escolher a FOTOGRAFIA como meu LAR, meu PORTO SEGURO.

Igualmente, eu também comecei estudar cedo, a clicar com filme. A realizar grandes projetos. E eu também falhei em alguns momentos. Errei sobre gestão, marketing e administração. Afinal eu quisera ser um ARTISTA. Mas artistas também precisam aprender gerir seu negócio.

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E como ele, eu não desisti. As minhas dores foram de ordem emocional, graças a DEUS não culpo a nenhuma doença quaisquer problemas. E como ele, eu nunca parei. Nem a PANDEMIA, pelo contrário, ela me mostrou no que eu SOU BOM e no que eu quero realmente realizar na minha vida e na vida dos meus clientes.

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O motivo o qual minha fotografia existe é o mesmo que o dele à música. Levar alegria e esperança a todos. Sejam meus clientes famílias de ótima situação econômica, seja aquela família humilde que ficaria grato com ao menos um RETRATO meu.

Tudo aquilo que eu ganhar de matéria um dia se irá. Meu corpo descansará no solo, nem minhas roupas permanecerão nele. Um dia voltarei ao pó.

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Mas toda semente de esperança, de amor, generosidade que eu plantar em terra fértil haverá de seguir em frente. Sejam eles por meio do que ensinei, das imagens que gerei, das conversas que tive ou das orações que eu fiz.

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A minha matéria terminará, mas o que eu plantar para meus filhos, família, amigos e clientes permaneceram por muitas gerações.

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E é por isso que eu amo escrever, estar em meio à essa tecnologia toda, levando ou pelo menos tentando, remar contra a maré da discórdia.

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Somos aquilo que queremos ser. Cada um no seu tempo, cada um por um caminho, guiados pelo espírito de DEUS.